Pergunta 01

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Pergunta 01 - Página 3 Empty A percepção de morte do paciente, em fase terminal, interfere na intervenção da equipe de assistência?

Mensagem por Nathália Araújo Macêdo em Qui Jul 18, 2019 10:21 pm

Sim, pois a percepção do paciente sobre o estado de vida direciona o planejamento e execução de ações da equipe de saúde, de forma que essas possam corresponder e responder a desejos e queixas do paciente. Para tal, é necessário conhecer os diferentes aspectos que compõe a interpretação do paciente sobre esse contexto, como a espiritualidade e religiosidade do paciente, suas condições físicas e o suporte familiar e social. Assim, as ações poderão ser abordadas de forma integrada a fim de propor conforto, acolhimento, dignidade de morte de acordo com a percepção do paciente sobre esses mesmos aspectos.

Nathália Araújo Macêdo

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Pergunta 01 - Página 3 Empty Pergunta 01

Mensagem por Sabrina Brisse Gonçalves em Qui Jul 18, 2019 10:45 pm

Com certeza sim já que esta surge atrelada a uma série de fatores não apenas orgânicos (pertinentes ao próprio adoecimento em si) como também sociais (quem era esse sujeito no ambiente externo ao hospital, suas relações afetivas, econômicas, ocupacionais), psicológicos (trazido desde as primeiras percepções sobre o próprio corpo, as manifestações, o estar adoecido, o enfrentamento com a realidade e com a vida idealizada) e espirituais (crenças, concepções de vida). Sendo assim, a equipe de assistência necessita redirecionar seu olhar (entendendo que o processo pelo qual este sujeito passa não pode se pautar mais na concepção de cura) sobre essa gama de esferas que envolvem o paciente a fim de conhecê-lo e prestar um cuidado direcionado a qualidade desse resto de vida e, concomitantemente, da morte.

Sabrina Brisse Gonçalves

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Mensagem por Francismayne Santana em Qui Jul 18, 2019 11:18 pm

Sim. Considerando a fase de terminalidade, a atuação dos profissionais da equipe de saúde é voltada para a priorização do conforto do paciente da melhor maneira possível, entre outras condutas que proporcionem dignidade, humanização, acolhimento, respeito à autonomia e condições de possibilitar ao paciente atendido escolhas e meios para vivenciar a sua última etapa de vida. O bom senso e olhar holístico da equipe para com o paciente em fase terminal, é de fundamental importância no processo de bem estar do indivíduo assistido, a fim de promover um cuidado e melhor qualidade de vida (em seus aspectos bio-psico-sociais-espirituais), até chegar ao seu fim.

Francismayne Santana

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Pergunta 01 - Página 3 Empty Pergunta 01

Mensagem por Anne Kelly em Qui Jul 18, 2019 11:22 pm

A visão da morte e de processo de morrer reflete a história individual, contextos sociais nos quais o paciente esteve inserido. Tais particularidades devem ser respeitadas e servir de guia na condução do cuidado, garantindo, que o paciente receba um tratamento para além da visão clínica, pautado no respeito, dignidade, conforto e acolhimento as suas demandas.

Anne Kelly

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Mensagem por Juscilaine em Qui Jul 18, 2019 11:24 pm

Sim, a percepção de morte comumente encontrada nos pacientes que se encontram em fase terminal, bem como por sua família, interfere diretamente nas intervenções assistenciais realizadas pelos profissionais.

O Ministério da Saúde traz o conceito de qualidade de vida seguindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), como sendo a “percepção do indivíduo de sua inserção na vida, dentro do contexto cultural, dos seus valores, crenças, expectativas, padrões e preocupações”, sendo muitas dessas percepções esquecidas pelo indivíduo, devido o seu processo de adoecimento, e o curso do mesmo.

Esse conceito apesar de ser global, faz-se importantíssimo quando direcionado ao paciente terminal, uma vez que é indispensável, trabalhar com medidas que favoreçam a manutenção do seu bem estar dentro do cenário de saúde atual que o mesmo se encontra, afim de utilizar suas potencialidades para proporcionar o conforto necessário, bem como fortalecer a família, ofertando o apoio, uma vez que a equipe multiprofissional deve estar próxima, sendo um elo de confiança.
A qualidade de vida deve ser fortemente ofertada a esses pacientes, pois todos têm direito em receber um cuidado digno, humano, e singularizado, de acordo com as reais necessidades de cada indivíduo, é sabido que essa prática eleva a auto estima, a confiança e favorece maior aceitação, não só do paciente, mais também de sua família, em saber que o mesmo será tratado dignamente até os seus últimos dias de vida.
Observa-se que a qualidade de vida engloba diversas áreas, mais sabe-se que com algumas poucas atitudes podemos potencializa-la, causando um grande impacto na assistência prestada, e com ela fortalecermos a manutenção da mesma na fase final da vida do indivíduo.
Na assistência a esses pacientes é de extrema importância que toda a equipe multidisciplinar esteja engajada a trabalhar dentro da assistência com ações voltadas a manutenção do bem estar físico-psíquico-espiritual do paciente e da sua família, trabalhando com a humanização no atendimento a esses pacientes, que em sua maioria apresentam seu estado emocional instável, apresentando sinais de medo do momento da morte, angústia, anseios e dúvidas, que comprometem a aderência dos cuidados prestados. Todos profissionais que estejam envolvidos no cuidado desses pacientes, devem sempre buscar minimizar esses sinais, através de uma escuta qualificada, singularizando o atendimento, levantando as fragilidades e potencialidades de cada um.
No cotidiano podemos notar algumas interferências no envolvimento da equipe com esses pacientes, que juntamente com a percepção de morte do paciente interferem no desenvolver de suas ações, que são: A falta de profissionais capacitados para se trabalhar com pacientes terminais; Falta de interesse por parte dos profissionais em levantar as fragilidades e tentar desenvolver ações que modifiquem tal postura negativa a aceitação do seu estado atual; Dificuldade em todos os membros da equipe profissional, a colaborar, com um atendimento direcionado, afim de realizar planejamento de ações conjuntas para potencializar a resolutividade da assistência prestada; Falta de sensibilização com a dor dos familiares do paciente, sendo que a família precisa ser amparada e orientada, e a falta de humanização infelizmente vista em diversos cenários na atualidade, que acaba comprometendo a assistência.

Juscilaine

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Mensagem por Marcela Cruz Alves em Qui Jul 18, 2019 11:34 pm

Sim. A discussão envolvendo cuidados paliativos é complexa, pois abrange tanto aspectos de cunho científico, culturais, psicológicos e religiosos. Diante disso, Faz-se necessário, pensar na assistência dos cuidados paliativos de forma abrangente e integral, eliminando o predomínio da prática mecanizada e buscando resgatar o valor da existência humana.

Marcela Cruz Alves

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Pergunta 01 - Página 3 Empty A percepção de morte do paciente, em fase terminal, interfere na intervenção da equipe de assistência?

Mensagem por Regiane Freitas do Nascim em Qui Jul 18, 2019 11:43 pm

1- Sim. É sabido que cada paciente traz um contexto social, econômico, político e cultural que interfere diretamente nas suas crenças e opiniões sobre os processos de saúde, adoecimento, e, consequentemente, morte. Nesse sentido, a equipe de cuidados deve estar atenta não somente aos aspectos biológicos envolvendo a morte, mas a outros elementos que são significativos para o paciente. Tal postura coaduna com os aspectos que envolvem a ética e a bioética, uma vez que a autonomia do paciente deve ser considerada e respeitada dentro de suas peculiaridades. Por exemplo, um paciente em fase terminal que com base em suas crenças acredite em vida após a morte, poderá solicitar a presença de um religioso ou líder espiritual, uma vez que para ele, esta atitude lhe trará aspectos positivos para aquilo que ele crê como sendo posterior à morte. Tal fato, além de lhe possibilitar conforto está também relacionado à humanização do cuidado. Portanto, a equipe de assistência deverá sim comprometer-se com o respeito às singularidades de cada paciente.

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Mensagem por Débora Cruz Santos Fiel em Sex Jul 19, 2019 9:09 am

Cada indivíduo tem uma percepção diferente sobre a morte e lhe atribui um sentido dependendo da etapa da vida em que se encontra. Esta visão depende também da sua história de vida, de suas vivências e aprendizagens, de sua condição física, psicológica, social e cultural. Diante da especificidade de cada paciente, a percepção de morte que o próprio tem, interfere nas intervenções que serão pensadas pela equipe de assistência. Portanto, destaca-se a importância de conhecer o paciente e todo contexto em que está inserido com o objetivo de prestar um cuidado que abranja o mesmo em toda sua integralidade, tornando-o participante do cuidado. Deslocando a atenção da doença para a pessoa do paciente, buscando qualidade de vida no momento da finitude, que deve ser alcançada por meio do conforto, alívio e controle dos sintomas, além de suporte espiritual, psicossocial e apoio no processo de enlutamento para o paciente e a família, nos momentos finais. Sobretudo respeitando seus preceitos, crenças e sua percepção de morte.

Débora Cruz Santos Fiel

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Mensagem por Julianne Pitanga Teixeira em Sex Jul 19, 2019 10:01 am

Sim, deveria pelo menos, pois o paciente também tem que ser participante das decisões acerca do seu caso, de todo o processo da saúde-doença, com a maior autonomia e integridade possível em um momento que costuma ser tão doloroso para o mesmo e seus familiares. É importante se levar em conta e respeitar as questões biopsicossociais, religiosas e outras, nessa percepção do que é a morte para o paciente, e assim, tentar abreviar ao mínimo o sofrimento e as dúvidas, a fim de que esse momento seja o mais confortável possível.

Julianne Pitanga Teixeira

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Pergunta 01 - Página 3 Empty Re: Pergunta 01

Mensagem por rodrigo em Sex Jul 19, 2019 11:39 am

Sim, pois no estado terminal, os profissionais devem proporcionar os cuidados paliativos, que visam à promoção de conforto e são voltados para higiene, alimentação, curativos, e atenção sobre analgesia, observando-se, portanto, as necessidades de diminuição de sofrimento para manutenção da qualidade de vida. Nesse contexto, deve-se levar em consideração a percepção do paciente sobre a morte, ouvir o paciente e os familiares, conhecer suas ideologias e crenças, para assim poder proporcionar cuidados paliativos humanizados.

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Pergunta 01 - Página 3 Empty Re: Pergunta 01

Mensagem por Vanessa Vieira Nunes em Sex Jul 19, 2019 12:15 pm

Sim. A percepção sobre o processo da morte e do morrer é única para cada sujeito. Como as diversas intervenções de uma hospitalização afetam o manejo com o paciente, torna-se importante considerar aquilo que faz parte do seu desejo, incluindo as diretivas antecipadas de vontade, assim como o que o sujeito traz na cena hospitalar. Assim, a morte se torna uma construção entre o sujeito e a equipe de assistência, e não um processo impessoal.

Vanessa Vieira Nunes

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Mensagem por Jadiane Santos em Sex Jul 19, 2019 6:07 pm

Sim. O paciente em estado terminal consiste em um indivíduo com impossibilidade de cura, desse modo a assistência à saúde prestada deve ser pautada na minimização ou alívio da dor e do sofrimento, de modo a garantir o conforto necessário ao mesmo. Dessa forma, é de fundamental importância que os profissionais de saúde que prestam assistência a esse paciente o conheçam em sua integralidade, considerando o seu contexto biopsicossocial, inclusive a sua percepção sobre a morte e o processo de morrer para que seja levado em consideração, suas vontades, opiniões, crenças, religião e ritos com o intuito de garantir uma morte digna.

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Mensagem por Sidália Reis em Sex Jul 19, 2019 6:24 pm

Sim, a percepção da morte do paciente em fase terminal interfere nas intervenções da equipe da assistência, tendo como pressuposto que o paciente em fase terminal necessita de cuidados voltados tanto para seu conforto, como também mais ações voltadas para a sua família, sendo a família uma parte fundamental para o cuidado do paciente. Desta forma, o paciente em fase terminal precisa de cuidados tantos para o seu conforto, como também para "atender" alguns desejos que ele possa expressar.

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Mensagem por janaynaalmeida em Sex Jul 19, 2019 6:27 pm

Sim. Uma vez que o processo de morte e morrer é complexo e multifacetado, o indivíduo irá responder com diferentes atitudes. Muitas vezes os familiares, amigos e equipe de saúde não entendem o motivo das reações do paciente, sejam elas raiva, angustia, tristeza, falta de esperança. É imprescindível que a equipe esteja apta a lidar com esses sentimentos, direcionando sua intervenção em cada um desses momentos. Acredito que um dos principais desafios é lidar com a morte para além de questões físicobiológica e da perspectiva médico-hospitalar. E sim agregar tudo aquilo que o paciente precisa quando não há mais perspectiva de cura, seja lidando com fatores por exemplo espirituais, emocionais.

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Mensagem por JADISSON GOIS DA SILVA em Sex Jul 19, 2019 8:16 pm

Sim. Visto que, o processo de morte e morrer torna-se algo de alta complexidade principalmente quando o paciente recebe a notícia de morte eminente passando pelos estágios classificatórios tais como: negação, raiva, barganha, depressão e a aceitação por parte dos familiares, vale-se destacar que o paciente ao receber a notícia de que estar com alguma doença degenerativa isso ocasiona o que a literatura científica denomina como morte psicológica, nesse sentido faz-se necessário um olhar mais humanizador e ampliado por parte da equipe frente aos processos de intervenções.

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Mensagem por marília Alves em Sex Jul 19, 2019 8:30 pm

Sim. O tratamento deve ser diferenciado no sentido de oferecer cuidados que sejam significativos para o usuário e sua família, não somente no contexto biológico, mas também, e principalmente, psicossocial e espiritual. Os profissionais devem ser guiados pela empatia e desejo de tornar a vida e o momento da morte menos dolorosos para o paciente e sua família.

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Mensagem por Maria Iolanda em Sex Jul 19, 2019 8:39 pm

Sim! A partir da percepção mais próxima de morte o profissional da saúde necessita entender os contextos biopsicossociais do paciente. Assim, pode-se prestar um atendimento individualizado, atentando também aos aspectos espirituais. Dessa maneira, busca-se antes de tudo o conforto do paciente e o apoio para decisões difíceis que poderão surgir.

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Mensagem por Jéssyca Teles Barreto em Sex Jul 19, 2019 8:58 pm

Sim, interfere na intervenção da equipe de assistência. Lidar com a morte, com uma doença em estágio terminal não é nada fácil, cada pessoa vai reagir de maneira diferente, modificando assim condutas e ações da equipe para que se adeque a realidade e necessidades do paciente. Alguns pacientes ao terem essa percepção de morte, se “entregam a doença”, rebaixam humor e por consequência recusam atendimentos e intervenções que poderiam lhes trazer alívio, conforto e até mesmo prazer. Já outros, querem aproveitar intensamente cada segundo e o máximo que a equipe tenha a lhe oferecer. Como equipe e profissional de saúde devemos lidar com todas as situações, buscando maneiras de auxiliar os pacientes e familiares a aliviarem a dor e a angústia, proporcionando conforto, respeitando suas decisões, realizando atendimento humanizado, preconizando os princípios da bioética (autonomia, beneficência, não maleficência, justiça), oferecendo um sistema de apoio que envolva os cuidados nutricionais, farmacêuticos, emocionais, psicológicos, físicos, terapêuticos e espirituais necessários.

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Mensagem por Camila Leal Barreto em Sex Jul 19, 2019 9:00 pm

Certamente que sim. A percepção das vivências da morte e do morrer é uma experiência eminentemente singular. Segundo Bromberg (1998), o paciente que enfrenta o período de terminalidade precisa ter suas necessidades especiais identificadas, para que possa ter a qualidade de vida preservada nesta fase. O controle dos sintomas, a unidade paciente-família, a consciência que o paciente tem a respeito do prognóstico, as emoções envolvidas, o controle da dor são aspectos que devem ser levados em consideração, na complexidade de cada caso, pela equipe de assistência. No final da vida, é imprescindível que a conduta da equipe esteja diretamente relacionada com a dignidade da pessoa humana e o respeito às suas decisões sobre o processo de morte e morrer.

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Mensagem por Tacia Suane M. dos Santos em Sex Jul 19, 2019 9:46 pm

Sim. Primordialmente, porque somos formados por uma lógica acadêmica que visa à ausência de doença por meio de diagnóstico e tratamento. Somos instigados a desenvolver processos que foquem exclusivamente na cura do indivíduo, sendo esta a razão motora do suporte assistencial. Ao deparar-se com o quadro de terminalidade do paciente, as intervenções profissionais são comumente tidas como inúteis, uma vez que não haverá reversibilidade em seu quadro clínico. Contudo, a reflexão necessária, e a qual dialoga com esta questão, é que a fase terminal não dispensa o suporte prestado pela equipe de assistência, mas sim requer uma visão empática e acrescida com tal situação. A conduta do profissional deve pautar-se no respeito às condições e limitações patológicas, emocionais e espirituais do paciente, bem como daqueles que os cercam, garantindo-lhe, neste sentido, o conforte diante das circunstâncias adversas à continuidade de sua vida.

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Pergunta 01 - Página 3 Empty A percepção da morte por um paciente terminal

Mensagem por TAINÁ RESENDE SILVA em Sex Jul 19, 2019 9:47 pm

Sim. Mesmo diante de um estado terminal, a vida torna-se algo particular, onde há o medo, os anseios de como gostaria de passar por essa fase, e as mais diversas formas de enfrentamento diante da dor. Muitos pacientes passam pela negação, raiva, angustia, e quando se trata de algo tão precioso como a vida, deveríamos ao menos ter poder de decisão de como é passado por ela. A equipe diante desse contexto, se depara em, por vezes, mediante cuidados paliativos, onde pouco se pode fazer e muito se pode sentir Sentir empatia pelo outro, sua dor, seu sofrimento, perda da vida. Porém, de modo a contribuir positivamente nessa passagem, com apoio emocional e psicológico, amenizando sua dor e seu sofrimento de modo empático e humano. Pois se nós profissionais da saúde, que cuidamos, não se sentir interferido pela dor e decisão do outro, como poderemos exercer um cuidado?

TAINÁ RESENDE SILVA

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Pergunta 01 - Página 3 Empty Re: Pergunta 01

Mensagem por Ranna Adrielle Lima S. em Sex Jul 19, 2019 9:48 pm

A percepção de morte do paciente na fase terminal ela interfere no processo de intervenção da equipe de assistência. E isso decorre, sobretudo, da necessidade de objetivar uma melhora na qualidade de vida do paciente, mesmo sabendo que ele se encontra na fase terminal da doença, é imprescindível que haja um cuidado voltado para prevenir e aliviar o sofrimento, sofrimento esse que ultrapassa as barreiras biológicas, sendo atreladas também ao processo psicossocial e de reafirmação da vida.

Ranna Adrielle Lima S.

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Pergunta 01 - Página 3 Empty Re: Pergunta 01

Mensagem por Cláudia dos Santos Lisboa em Sex Jul 19, 2019 10:30 pm

Sim. A percepção da morte do paciente interfere de forma direta na intervenção da equipe de saúde junto ao paciente.
Outro ponto importante nesse momento é o familiar visto a tudo o que está acontecendo, dessa forma o foco do cuidado, não deve ser direcionado somente à pessoa em processo de terminalidade, mas a todo o grupo familiar, já que a família também precisa ser cuidada, tendo em vista seu papel de auxiliar nas atividades de cuidados ao paciente. Por esse motivo, podemos dizer que, nessa fase, o olhar dos profissionais de saúde deve se voltar também para a família que se prepara para perder seu ente querido.
Assim, cuidar desses pacientes envolve atos de responsabilidade, solidariedade e dedicação, além de competências e habilidades concernentes ao relacionamento interpessoal.

Cláudia dos Santos Lisboa

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Pergunta 01 - Página 3 Empty Re: Pergunta 01

Mensagem por ANA PRISCILA SANTOS em Sex Jul 19, 2019 11:51 pm

Admin escreveu:A percepção de morte do paciente, em fase terminal, interfere na intervenção da equipe de assistência?
Sim! De modo que, a autonomia do paciente deve ser preservada e respeitada, bem como deve ser ofertado os cuidados paliativos adequados ao paciente. Utilizando práticas não apenas técnicas, mas também práticas como o afeto, vínculo, segurança, escuta, estabelecidos com o paciente, atendendo a integralidade e totalidade do ser, levando em consideração os costumes, cultura, religião. No tocante família, este deve ser inserido no processo cuidar, visto que também deve ser cuidada. Portanto, em fase terminal, as intervenções da equipe cumprirá o objetivo de aproximação e promoção da qualidade de vida.

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Pergunta 01 - Página 3 Empty Re: Pergunta 01

Mensagem por Flávia Mesquita C. Braga em Sab Jul 20, 2019 3:56 pm

Obviamente. A equipe deve atuar de modo que respeite a forma como determinado paciente enxerga o processo de morte independente das suas próprias crenças. Logo, deve-se está ciente de que existe uma diversidade quanto ao que se acredita viver durante e após esse processo e procurar agir de força personalizada, individualizada e humanizada para acolher da melhor forma tanto o paciente quanto a família do mesmo.

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