Pergunta 01

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Mensagem por Admin em Qua Jun 12, 2019 12:54 pm

A percepção de morte do paciente, em fase terminal, interfere na intervenção da equipe de assistência?

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Mensagem por anderson passos pinto em Seg Jul 15, 2019 7:22 pm

Sim, sem duvidas! primeiro porque somos seres humanos e sentimos empatia pelo outro, mas claramente temos a questão da morte que é um tema por um lado intrigante e por outro aterrorizante para as pessoas. O fato mais desconcertante é que a morte é um lugar ou um meio inacessível aos que estão vivos e não sabemos como lhe dá com essa ideia. sendo assim, o paciente terminal é considerado uma pessoa sem esperança de cura ou terapia, com morte inevitável, é complexa e não envolve unicamente um pensamento racional. Nas nossas intervenções como equipe oferecemos cuidados para que haja uma morte digna, sem muita dor, confortável e com níveis de angústia suportáveis. O pesamento que permuta na cabeça dos profissionais de saúde e acreditar "já não existir mais qualquer manobra curativa a ser realizada ". Entende-se que, na medida em que a equipe não consegue expressar claramente seus sentimentos sobre esses pacientes evidencie uma fragilidade emocional, o qual não estamos preparados para lhe dá.

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Mensagem por Jader Fernando em Seg Jul 15, 2019 8:18 pm

Sim, a visão de morte dos indivíduos está intimamente atrelada aos contextos sociais, culturais e espirituais. Sendo esses influentes na percepção individual e coletiva de morte na sociedade em que esse está inserido. Diante disso, destaca-se a importância do profissional conhecer o paciente, assim como o espaço que ele estava inserido com o objetivo de entender e estruturar quais suas necessidade de saúde para, consequentemente, o cuidado, mesmo em estado terminal, seja de qualidade e guiado para a integralidade. Somado a isso, torná-lo participante do cuidado, atribuindo-lhe o protagonismo da terapêutica. Ao passo que, diante do prognóstico, todo o cuidado paliativo, pautado no conforto do usuário, seja realizado a fim de que seu rito de passagem seja com dignidade, tranquilo, com a menor dor possível. Além disso, que esse momento aconteça de acordo com seus preceitos e, sobretudo, sua percepção de morte.

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Mensagem por Suzanne Guimarães Machado em Seg Jul 15, 2019 8:25 pm

Certamente interfere! Lidar com o paciente com percepção de morte exige do profissional da saúde muito mais do que conhecimentos acerca da doença, pois para desenvolver o cuidado ao paciente com ética é necessário desenvolver sensibilidade suficiente para superar os dilemas.
Diversas vezes o trabalho se torna padronizado, dentro de uma rotina, e os profissionais têm dificuldades em lidar com o morrer e muitas vezes mantêm condutas pouco relevantes naquele momento específico e esquece-se das necessidades emocionais do paciente que já se encontra fragilizado. Outra situação nestes casos é a dificuldade no diálogo com doentes terminais, o que pode gerar distanciamento da situação e sofrimento em ambas as partes.

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Mensagem por Melissa Araujo Duarte em Seg Jul 15, 2019 8:58 pm

Ao meu ver, sim. Cada profissional com sua bagagem e experiência pode encarar essa percepção de morte de uma forma diferente, alguns podem ter como objetivo a maior qualidade de vida possível nesse período, enquanto outros podem ver o cuidado como estender esse tempo o máximo possível. Independente da percepção do profissional, é imprescindível conhecimento das patologias de base, assim como, conceitos amplamente abordados nessa etapa de vida, como cuidados paliativos, que tenta oferecer um fim de vida digno e minimamente confortável diante da situação em que se encontra. Outro ponto importante relacionado a percepção de morte do paciente está atrelado ao cuidado com os acompanhantes e familiares que podem estar necessitando de acolhimento e possíveis intervenções, assim como, a expectativa desses também podem influenciar no plano terapêutico da equipe.

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Mensagem por LETÍCIA CORREIA DE JESUS em Seg Jul 15, 2019 9:28 pm

Sim. Quando nos referimos a abordagem ou intervenção a ser realizada pela equipe de assistência devemos ter como principal diretriz a promoção da humanização, entendendo e respeitando o contexto psicossocial ao qual o paciente esteve e está envolvido. Sendo a partir dessa compreensão e independente do uso dos conhecimentos específicos referentes a profissão, escolhido o melhor método para a realização da intervenção pela equipe de assistência.

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Mensagem por Josefa Aparecida R. Bispo em Seg Jul 15, 2019 10:02 pm

Sim, pois a morte além de um evento biológico também é um processo construído socialmente e cada individuo encara de acordo com suas vivências. Alguns podem encarar com terminalidade de um sofrimento, pois mesmo o paciente tendo todos os cuidados necessários em fase final o sofrimento é inevitável. Em contrapartida, devido a todos os recursos disponíveis alguns podem ficar com o sentimento de que podia ter feito mais pelo paciente. Apesar das diferenças,o que é natural, a equipe deve manter um diálogo efetivo buscando sempre a melhor conduta para o paciente.

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Mensagem por Dayane Nunes Dantas em Seg Jul 15, 2019 10:24 pm

Com certeza! Entendendo que todo paciente tem direito ao tratamento humanizado e compreendendo que o mesmo está ciente de tudo que está acontecendo, o profissional ou a equipe deve se posicionar de forma a respeitar a vontade do paciente. Paciente que está em cuidados paliativos, mas que não tem nenhuma alternativa de verbalização ou que não compreende o que está acontecendo também deve ser tratado com total respeito e direitos.

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Mensagem por vanderleiasilva em Seg Jul 15, 2019 10:51 pm

Acredito que sim. O paciente sem possibilidades de cura precisa de uma abordagem diferenciada dos demais, não no sentido de negligenciar a assistência como é a visão de muitos profissionais, mas sim de trata-lo de acordo com o que é preconizado nesses casos, ou seja, buscando oferecer qualidade de vida para o paciente e também para a sua família que provavelmente está fragilizada pela situação, por isso também precisa do alivio do sofrimento. Não é uma situação nada fácil, a percepção a respeito da morte é muito individual e fruto da bagagem de cada um, a aceitação pode ser um processo difícil tanto para o doente quanto para a família e a equipe precisa estar preparada pra lhe dar com isso e oferecer suporte . Os profissionais de saúde no geral, devem buscar conhecimento a respeito da terminalidade, tanto de questões éticas quanto questões clínicas para que ela aconteça no tempo certo, da forma mais ética e humana possível.

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Mensagem por Anny Caroline Santos A em Seg Jul 15, 2019 11:25 pm

Certamente! A percepção da morte na visão do paciente terminal é diferente em cada fase do ciclo de vida. A maioria dos indivíduos não está preparada para enfrentar a morte, incluindo os pacientes e seus cuidadores. A falta de conhecimento sobre os aspectos relacionados ao final da vida pode tornar a assistência a pacientes em fase terminal uma experiência apavorante para muitos profissionais, tornando-se necessário compreender as reações e comportamentos diante da proximidade da morte para que se possa dar assistência adequada aos pacientes terminais que poderão reagir de várias maneiras em relação à sua doença e à terminalidade de vida. Mediante RESOLUÇÃO COFEN Nº 564/2017, que Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, nos casos de doenças graves incuráveis e terminais com risco iminente de morte, em consonância com a equipe multiprofissional, oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis para assegurar o conforto físico, psíquico, social e espiritual, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal.

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Mensagem por Isaura Valença em Ter Jul 16, 2019 5:13 pm

Com toda certeza, visto que esta percepção pode definir a postura dos cuidados destinados ao paciente, considerando que mesmo em fim de vida, sempre é possível proporcionar alivio de dor e dos sintomas que podem angustiar o paciente ou a família, sem atitudes que possam apressar ao adiar a morte, mas oferecendo um sistema de apoio que envolve os cuidados emocionais, psicológicos, físicos, terapêuticos e espirituais necessários.

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Mensagem por ALINE CARLA DA ROCHA SOUZ em Ter Jul 16, 2019 5:40 pm

Sim, a percepção de vida e morte do paciente e de sua família interferem diretamente na assistência prestada, pois se estes entenderem a morte como uma parte do processo de viver e estejam cientes do quadro clínico avançado e fora de possibilidades terapêuticas e as aceitem, a equipe multiprofissional de assistência à saúde podem tranquilamente conversar com os mesmos e lhes explicar quanto ao melhor plano terapêutico. Podendo lhes falar sobre os cuidados paliativos e junto ao paciente e sua família elaborar um plano terapêutico singular que possibilite proporcionar o máximo de conforto possível controlando sintomas como dor, desconforto respiratório e outros e ao mesmo tempo permitindo que à família se despeça de seu ente querido de forma equilibrada e serena. Por outro lado, quando não há entendimento por parte do paciente e de as família acerca destes aspectos o processo de morrer é geralmente muito doloroso obrigando às equipes a tomar atitudes extremas com a utilização de muitas técnicas invasivas que manterão o paciente "vivo" por mais tempo às custas de sofrimento e em muitas vezes cometendo distanásia.

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Mensagem por Flávia Menezes Almeida em Ter Jul 16, 2019 5:58 pm

Indubitavelmente, sim! O modo como o paciente e sua família enxergam e lidam com esse processo deve influenciar na assistência prestada pelos profissionais de saúde. Apesar de ser uma situação complicada, cabe a esta equipe lidar com todas as questões que surjam durante esse processo com compreensão, empatia e respeito. Dependendo de cada ponto de vista, o tratamento pode seguir alguns caminhos diferentes, seja pelos cuidados paliativos, resgatando a dignidade do paciente respeitando sua autonomia e priorizando o princípio da não maleficência como forma de evitar a “obstinação terapêutica”,  ou pela utilização de métodos que possam prolongar a vida do paciente. De qualquer forma, o importante é manter o diálogo claro com todos os envolvidos (equipe + família + paciente) e escolher de forma conjunta  qual a melhor opção, dando todo o suporte necessário nesse momento.

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Mensagem por Izabella Cristina em Ter Jul 16, 2019 6:06 pm

sim. Ao saber o que o paciente entende pela sua situação, o profissional podera ajustar suas condutas conforme o paciente se mostre interessado. sabemos que o assunto morte é tao visto com mal olhos, é importante deixar seu paciente por dentro de todo seu diagnostico e das condutas que precisará serem tomadas. a confiança do paciente no profissional é de extrema importância para que seus dias sejam da maneira mais confortável possível.

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Mensagem por Patricia Passos em Ter Jul 16, 2019 7:06 pm

Sim, principalmente pelo processo formativo em saúde, cujo foco está nas terapias de suporte à vida, onde o paciente em processo ativo de morte, desperta um sentimento de impotência na equipe, que foi treinada para salvar vidas. Durante muito tempo, os pacientes em final de vida, eram excluídos dos processos de cuidado, visto que do ponto de vista curativo, não haveria mais nenhuma possibilidade terapêutica. Com o advento dos Cuidados Paliativos, há uma mudança de perspectiva, e esses usuários passam a ter uma assistência com base no conforto e alívio do sofrimento. Dessa forma, quando há comunicação clara e efetiva da situação clínica do paciente, bem como a elaboração de um cuidado com base em seus desejos, pode ter como consequência sentimentos de conforto também para a equipe de saúde. Além disso, a morte ainda é um tema culturalmente evitado. A perda de um paciente cujo vínculo foi constituído ou até mesmo que desperte algum grau de semelhança ou identificação por parte da equipe de saúde, é vivenciado com intenso sofrimento pelos profissionais. Por isso, mostra-se de fundamental importância que a equipe também tenha um espaço de despedida, escuta e elaboração desse luto.

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Mensagem por Tamila das Neves Ferreira em Ter Jul 16, 2019 8:13 pm

Sim! Historicamente a morte e o processo de morrer tem característica abominosa e dolorosa e para alguns indivíduos é difícil a compreensão para o fim real  da vida e assim existirão diversas formas de comportamentos,por isso nós profissionais precisamos ter um olhar de cuidado e respeito ao paciente fornecendo um atendimento humanizado acima de tudo e com assistência ampla de acordo com toda heterogeneidade da precisão dos pacientes ajustando todas as condutas afim de oferecer qualidade de vida aos pacientes e familiares visando alívio do sofrimento físico, espiritual e psicossocial.

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Mensagem por Carla Lima em Ter Jul 16, 2019 8:38 pm

Sim. Pois, cuidar de pacientes em estágios terminais exige mais do que conhecimentos técnicos, exige compreensão, valorização da pessoa humana, o que acaba ficando em evidencia o processo de humanização. Dessa maneira, refletir sobre o processo de morrer torna-os melhores, para atuar com mais eficiência, além de proporcionar dignidade ao paciente, amenizando as dificuldades ao lidar com a morte não só para o paciente como também aos seus familiares.

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Mensagem por thamiresandrade em Ter Jul 16, 2019 8:39 pm

Sim, a morte ainda é um assunto polêmico na sociedade, a perda de um ente querido/família ainda causa muita dor e angustia, por ser algo desconhecido para todos. Assim, é necessário que a equipe mantenha o paciente e seus familiares informados sobre seu quadro clinico e o objetivo da terapia para que o mesmo tenha autonomia e entenda as alternativas do seu tratamento. Para que isso aconteça é necessário que a equipe entenda que cada individuo tem uma visão da morte de acordo com sua historia de vida, o meio social em que está inserido, sua cultura e espiritualidade. Só conhecendo a realidade do paciente será capaz de saber o modo de passar as informações e respeitar as escolhas desse sujeito e suas necessidades de saúde. Para depois ser possível criar um plano terapêutico singular que proporcione o conforto e alivio do sofrimento do paciente acessível para sua realidade.

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Mensagem por Thamires Braga em Ter Jul 16, 2019 9:23 pm

Sim. A percepção de morte do paciente interfere de modo direto na intervenção da equipe junto ao primeiro, de modo a considerar a relevância dos aspectos que perpassam os sujeitos, suas vivências e estes como principais atuantes em suas histórias de vida. Em especial, tratando-se de pacientes terminais, é imprescindível para a condução de terapêuticas que busquem atender as necessidades dos mesmos, no que se refere a garantia de melhor qualidade de vida e alívio de sofrimentos, que os profissionais de saúde atente-se às demandas apresentadas pelos pacientes considerando os aspectos relacionados em suas diversas dimensões da construção do indivíduo, o modo como o paciente a partir de sua construção biopsicossocial, histórica e espiritual relaciona-se com o adoecimento e morte, respeitando acima de tudo a integralidade dos sujeitos e sua autonomia frente seus processos de viver e morrer.

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Mensagem por Luana Oliveira em Ter Jul 16, 2019 10:05 pm

Sim, a percepção de morte e as estratégias de enfrentamento adotadas pelo paciente e por seus familiares/cuidadores, diante de um quadro onde há o esgotamento de possibilidades terapêuticas, devem ser compreendidas para que possa ser elaborado um plano de cuidados embasado em condutas que buscam amenizar o sofrimento, priorizando o conforto não somente físico, ressaltando o respeito à autonomia dos envolvidos e a garantia da compreensão a cerca do estado de saúde atual, tornando-os peça principal na tomada de decisão. Deste modo, a equipe deve ter conhecimento das necessidades emocionais do paciente e dos seus familiares, ofertando condutas éticas, de forma adequada e no tempo ideal.

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Mensagem por Luana de Menezes de Souza em Ter Jul 16, 2019 10:44 pm

Sim. Pois a percepção do adoecimento e de morte do paciente podem fazer a equipe refletir questões acerca da eutanásia, distanasia e ortotanásia. Sendo assim tais reflexões em consoante com a legislação vigente em cada país orientam a atuação da equipe de forma ampla. Esta atuação, por sua vez deve acontecer por meio da análise e observação de cada caso na sua particularidade e totalidade, já que o paciente é um ser biopsicossocial e espiritual. Devendo neste caso receber um cuidado integral. Nesse sentido, para que tal cuidado seja alcançado, em se tratando de paciente em estado terminal, a ação da equipe multiprofissional requer complementação de saberes e partilha de responsabilidades, com o intuito de fornecer um cuidado paliativo que amenize o sofrimento, gere conforto e respeite à autonomia do paciente e seus familiares.

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Mensagem por Taislaine Oliveira em Ter Jul 16, 2019 11:14 pm

Certamente, sim. Convém salientar que as compreensões acerca da finitude humana são bastante complexas, pois estão intimamente relacionadas aos dilemas culturais, psicológicos e espirituais que cada ser humano carrega ao longo da vida. A partir do prognóstico, estas peculiaridades manifestam-se, principalmente, quando o indivíduo toma consciência da sua própria terminalidade, influenciando significativamente na assistência a ser prestada. Nesta perspectiva, conduzir este processo não é fácil e requer de nós, profissionais da saúde, habilidades e atitudes, tais como empatia, comunicação, desprendimento dos nossos pré-conceitos para que as nossas condutas sejam pautadas pelo respeito a autonomia, singularidades e alívio dos sofrimentos.

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Mensagem por Filipe Emanuel Oliveira em Qua Jul 17, 2019 12:05 am

Com certeza! Tendo em vista que o paciente é um ser biopsicossocial, os profissionais de saúde devem o enxergar em toda a sua complexidade. As percepções do paciente sobre a finitude da vida, bem como os aspectos fisicos, sociais, psicológicos e espirituais que permeiam essa fase devem ser bem compreendidos pela equipe e são essenciais para empregar uma assistência à saúde adequada. Quando possível, o paciente deve ser agente ativo no seu processo de cuidado, sendo consultado regularmente quanto às intervenções que o mesmo permite ou não que sejam feitas consigo,respeitando, assim, sua autonomia e tornando o processo de morte e morrer ético e humano.

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Mensagem por Lucia Maysa Muniz em Qua Jul 17, 2019 8:19 am

Sim. A intervenção em saúde além de ser baseada em evidências científicas também deve ser baseada na humanização e necessidades pessoais e subjetivas de cada indivíduo. Um paciente que possui a percepção de morte como descanso, vai aceitar de forma mais efetiva as práticas de dimensão no cuidado paliativo e a qualidade do tempo restante de vida daquele indivíduo.
Já um paciente que não aceita o fato morte como algo previsivel, se mostrará provavelente mais resistente enquanto as ações profissionais, seja dando descrédito pois "já vai morrer" ou por achar o cuidado paliativo desnecessário já que o que importa seria a cura.
De qualquer modo, o profissional deve trabalhar os princípios de equidade e integralidade no cuidado, respeitando as individualidades de cada paciente porém não diminuindo a qualidade do serviço de assistência.

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Mensagem por Vivia Santos Santana em Qua Jul 17, 2019 8:38 am

Sim, essa percepção interfere na atuação da equipe de assistência na medida em que a mesma, a partir de então, poderá traçar intervenções que ampliem assistência de qualidade, visando fornecer os melhores cuidados, isto é, prática do cuidado humanizado para o paciente naquele estado clínico, ou seja, no qual não existem mais possibilidades terapêuticas para sua doença. Ao considerar paciente em fase terminal a equipe de saúde deverá tomar decisões, no sentido de atuação, considerando e incluindo ainda a opinião e/ou posicionamento da família; bem como, quando for o caso, do próprio paciente. É necessário também nesses casos que seja firmado ainda mais aliança entre equipe e família, no que diz respeito a informações sobre o paciente. Ademais, é importante destacar a dignidade do paciente nessa fase terminal, para além da dimensão fisiopatológica.

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